Isolamento total entre clientes
Cada empresa opera em um espaço próprio (tenant). O isolamento não é uma configuração — é a arquitetura: toda credencial pertence a um único tenant e toda consulta ao banco de dados é filtrada por ele.
- Toda sessão, chave de API, token OAuth e token SCIM está vinculado a um único tenant; não existe credencial “global” de cliente.
- As rotas autenticadas resolvem o tenant a partir da credencial — nunca de parâmetros manipuláveis pelo usuário.
- Testes automatizados dedicados verificam, a cada mudança, que um tenant não alcança dados de outro (matrículas, trilhas, cursos, administração).
- Conteúdo de cursos (incluindo pacotes SCORM) é servido com verificação de vínculo: só quem é do tenant, ou está matriculado, acessa.
Autenticação forte, do login ao SSO
A porta de entrada é tratada como o ponto mais sensível da plataforma — com defesas em camadas contra senhas fracas, força bruta e phishing.
- Política de senha única em toda a plataforma: mínimo de 8 caracteres com maiúscula, minúscula e número — e senhas antigas fora do padrão passam por atualização obrigatória no login.
- Senhas armazenadas com bcrypt (fator de custo 12, sal aleatório por usuário); nunca em texto claro — nem em e-mails, nem em respostas de API.
- Autenticação multifator resistente a phishing com passkeys (WebAuthn/FIDO2).
- Proteção contra força bruta e credential stuffing: limitação progressiva de tentativas de login, dimensionada para redes corporativas (muitos usuários atrás de um mesmo IP).
- SSO corporativo via OIDC (Authorization Code + PKCE) e SAML 2.0, com verificação de assinatura via JWKS e entrega de sessão por ticket de uso único — nenhum token do IdP passa pelo navegador.
- Provisionamento automático via SCIM 2.0 com token dedicado por cliente: desligou no RH, perdeu o acesso.
Criptografia em trânsito e em repouso
Dados protegidos no caminho e no destino, com algoritmos padrão de mercado.
- HTTPS/TLS 1.2+ obrigatório em toda a superfície — aplicação, API pública e webhooks.
- Segredos operacionais (chaves de provedores de IA, segredos de webhook, tokens de integração) cifrados em repouso com AES-256-GCM.
- Banco de dados gerenciado com criptografia em repouso e backups automáticos da infraestrutura.
- HSTS e cabeçalhos de segurança endurecidos (frameguard, noSniff, referrer policy) em todas as respostas.
Proteções embutidas na aplicação
Segurança aplicada onde os ataques acontecem: entrada de dados, uploads, integrações e mensagens de erro.
- Validação de esquema em todas as entradas da API pública; erros seguem envelope padronizado sem vazamento de detalhes internos.
- Uploads de arquivo validados pelo conteúdo real (assinatura binária), não apenas pela extensão declarada.
- Imagens enviadas são reprocessadas no servidor — metadados EXIF (incluindo localização GPS) são removidos antes do armazenamento.
- Entregas de webhook validam o destino contra endereços internos e privados (anti-SSRF) e exigem HTTPS em produção.
- CORS com lista explícita de origens em produção — sem curinga.
- Limitação de requisições em camadas: limites gerais, limites específicos para autenticação, SSO, verificação pública de certificados e API pública, com cabeçalhos padrão RateLimit-*.
Integrações com privilégio mínimo
A API pública foi desenhada para que cada integração carregue somente as permissões de que precisa — e para que tudo seja auditável.
- Chaves de API com escopos granulares (leitura e escrita separadas por recurso), rotação assistida e revogação imediata.
- OAuth 2.0 Client Credentials com tokens de curta duração (1 hora) para equipes que padronizam nesse fluxo.
- Webhooks assinados com HMAC-SHA256 e timestamp anti-replay; o receptor valida origem e integridade de cada entrega.
- Dados pessoais sensíveis (CPF, telefone, CNH) saem sempre mascarados em todas as leituras da API pública.
- Ações administrativas e de integração registradas em log de auditoria, correlacionáveis por request_id.
Privacidade por padrão (LGPD)
A IntelliCreate atua como Operadora dos dados dos clientes, com papéis, prazos e direitos documentados publicamente.
- Coleta mínima: os dados tratados são os necessários à operação do treinamento — sem venda, cessão ou uso publicitário de dados pessoais.
- Portabilidade real: qualquer titular exporta seus dados em JSON pelo próprio perfil, sem intermediários.
- Rotina dedicada de retenção e anonimização (idempotente e auditável) aplica os prazos publicados na Política de Privacidade — logs, interações com IA e transcrições de voz têm prazos próprios.
- Encarregado (DPO) designado, com canal público e SLA de resposta conforme a lei.
- Cookies estritamente essenciais — sem rastreamento publicitário, fingerprinting ou perfilamento comercial.
Inteligência artificial sob controle do cliente
Os recursos de IA são módulos opcionais. Cliente que não os contrata — ou curso que não os utiliza — não envia um único dado a provedores de IA.
- A IA só processa dados quando efetivamente usada: uma atividade de voz respondida pelo aluno, uma geração de conteúdo acionada por um administrador, uma pergunta ao assistente de suporte. Fora desses momentos, nada é transmitido.
- Somente o conteúdo estritamente necessário à interação é enviado — nunca a base de dados do cliente.
- Os provedores (Google, OpenAI, Anthropic) são acessados por APIs corporativas cujos termos vedam o uso dos dados enviados para treinamento de modelos.
- As chaves dos provedores são gerenciadas exclusivamente pela IntelliCreate e cifradas em repouso (AES-256-GCM); há quotas de uso configuráveis por cliente.
- Interações com IA seguem a política de retenção: após o prazo, o conteúdo é anonimizado, preservando apenas estatísticas agregadas.
Verificado a cada mudança
Segurança sem regressão: a plataforma evolui todos os dias, e cada mudança passa pelo mesmo crivo.
- Mais de 1.500 testes automatizados (backend e frontend) executados a cada alteração — incluindo suítes dedicadas a isolamento entre tenants, autenticação, rate limiting e regras de acesso.
- Revisões de segurança recorrentes sobre as áreas sensíveis (autenticação, SSO, API pública, webhooks, uploads).
- Implantação contínua com possibilidade de reversão imediata de qualquer versão.
- Dependências atualizadas continuamente, com correções de segurança priorizadas.
Infraestrutura gerenciada e resiliente
A plataforma roda sobre provedores de nuvem especializados, com o operacional pesado — rede, borda, banco de dados — delegado a quem faz isso em escala global.
- Frontend distribuído pela rede de borda global da Vercel, com TLS automático e conteúdo estático servido próximo do usuário.
- Backend e banco de dados PostgreSQL gerenciados na Railway, com criptografia em repouso e backups automáticos da infraestrutura.
- Mídia dos cursos (capas, imagens, áudio) servida com cache de borda — páginas rápidas mesmo em picos de acesso simultâneo.
- Migrações de banco versionadas e aplicadas de forma controlada a cada implantação; nenhuma mudança de esquema é manual.
- Entregas de webhook processadas por fila própria com retentativas automáticas — indisponibilidade momentânea do receptor não perde eventos.
- Logs estruturados com identificador por requisição (request_id), permitindo rastrear qualquer chamada de ponta a ponta.
- Disponibilidade e janelas de manutenção são objeto de SLA definido em contrato com cada cliente.
Encontrou algo? Fale com a gente.
Levamos reportes de vulnerabilidade a sério e respondemos com prioridade. Pesquisadores e clientes podem reportar achados de segurança em lgpd@intellicreate.online. Para due diligence de segurança, questionários de fornecedor e acordos de tratamento de dados (DPA), fale com comercial@intellicreate.online.
Em caso de incidente de segurança com risco relevante aos titulares, o cliente (Controlador) é comunicado formalmente com prontidão, com o apoio técnico necessário para as notificações previstas na LGPD — o procedimento completo está na Política de Privacidade.